Infográfico: Mil dias de WhatsApp com ela

Sempre fui louco por dados. Não posso ver um infográfico e lá vou eu tentar sugar todas as informações dele. Esses dias eu tive a ideia de criar uma nuvem de palavras com todo o histórico do WhatsApp das minhas conversas com a Debbie, mas como tudo na vida, acabei dando uma exagerada. E foi quase impossível criar um negócio desses sem que ela desse uma ~fuçadinha~ aqui. <3

No fim, ele ficou assim:

 

[Como muita gente veio me pedir, resolvi disponibilizar uma versão em alta qualidade que você encontra neste link.]

Acho muito legal ver como dá pra contar um pouco da nossa história só vendo algumas informações do infográfico. Imagina só como o Facebook consegue contar a sua história, então. Dá pra ver como as nossas mensagens aumentaram depois de passarmos três meses viajando e acostumados a ficar 24 horas juntos, e também como elas caíram totalmente quando começamos a morar juntos, especialmente quando terminei a faculdade. Ah! Quem chuta qual dia da semana eu ia pra faculdade no fim do curso? E o horário que a gente normalmente acordava? Tem várias informações espalhadas no meio desses dados.

Para a nuvem de palavras, eu tentei tirar aquelas palavras mais aleatórias que a gente sempre usa, mas que não significam nada – a vida de todos nós é cheia delas, né? Mesmo assim, dá pra saber o quanto a gente ri juntos, o quanto falamos da família, de trabalho, de bons dias e boas noites.

Mas, agora, talvez você esteja pensando…

A parte mais complicada foi transformar todas as informações em um infográfico minimamente bonito, mas os dados crus dá pra pegar de uma forma relativamente fácil. Você só precisa de um editor de texto e do bom e velho Excel. Eu comecei assim:

1. Peguei a minha conversa inteira com a Debbie. Essa é a parte mais fácil. Entrei no WhatsApp, cliquei no usuário dela acima da conversa e e pedi para enviar por e-mail (penúltima opção, antes de apagar a conversa).

2. Combinei esse .txt que recebi por e-mail com um outro, que eu tinha salvo quando os celulares de São Paulo ficaram com um 9 a mais – creepy eu ter isso salvo, eu sei –, já que o WhatsApp considera um outro número como outro usuário.

3. Depois veio a fase de tratar os dados. Abri o .txt no Editor de Texto e meu arquivo estava mais ou menos assim:

Dá pra notar que o WhatsApp cria esse arquivo com data e hora como “DD/MM/AA HH:MM:SS PM:” e, logo em seguida, o seu usuário do WhatsApp seguido de dois pontos.

4. Sabendo disso, para descobrir certos dados, o que você tem que fazer é aproveitar a busca do seu editor de texto, que já dá a quantidade de referências encontradas do termo pesquisado. Para descobrir a quantidade total de mensagens e quem mandou para quem, por exemplo, foi só buscar por nossos usuários acrescido de dois pontos.

Eu coloquei os dois pontos para ter certeza de que só estava pegando os nossos usuários como o WhatsApp coloca, não dentro de uma conversa. Somando esses dois números, cheguei na quantidade total de mensagens.

5. O legal aqui é que, usando a mesma ideia, já dá para descobrir vários dados das suas conversas:

6. O mesmo vale para as datas das mensagens. Por exemplo, se eu quiser saber quantas mensagens trocamos em fevereiro de 2012, tenho que buscar por “/02/12 “. Repare que coloquei uma barra antes do mês e um espaço depois do ano, limitando a busca só pela data colocada pelo próprio WhatsApp.

7. Se você manjar algumas fórmulas do Excel, dá para copiar todas as mensagens para uma planilha e descobrir vários outros dados de uma forma mais automática, separando e transformando as informações. O comando =LEFT(célula,8), por exemplo, separa só a data das mensagens.

Tem vários outros detalhes que vou deixar pra lá, se não esse post vai virar o mais chato da história. Se você tiver qualquer dúvida de como eu consegui um dado específico, é só mandar aqui nos comentários que eu respondo!

No fim, acho que ficou legal, né?

[Update:]

Esqueci do item 8, que é simples de fazer e dá pra brincar um pouco com o seu histórico aí! Obrigado, Leandro Costa por perguntar e me lembrar.

8. A nuvem das palavras que mais aparecem em nossas conversas nesses mil dias é bem fácil de ser feita. Eu copiei todo o histórico para o Wordle, mandei ele fazer seu trabalho e fui retirando (com o botão direito do mouse) as palavras que não faziam muito sentido como “ow”, “aí”, “lá” e uns verbos perdidos, além de dar uma ajeitada com fonte e cores. Aí peguei a nuvem e transformei em vetor para colocar no infográfico. Esse dá pra fazer com seu histórico e mandar pra gente, hein?

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