Guia de bairros de Paris – só os mais legais!

Mesmo depois de salvarmos tantos pontos turísticos e coisas interessantes para fazer em Paris, nossa viagem acabou sendo uma forma de conhecer os bairros de Paris, entender melhor sua dinâmica e o estilo de cada lugar. Como já ficamos morrendo de vontade de voltar para lá pra morar um tempinho – só precisa separar um dinheiro específico pra isso, porque Paris é uma cidade bem cara – acabamos passeando muito pelos bairros para entender como a cidade funciona e os nossos cantos favoritos dali.

A forma que a cidade é separada é por arrondisements: eles são os distritos de Paris, que foram sendo criados conforme a cidade foi crescendo, e são bem importantes pra você entender o funcionamento de lá. Dentro desses arrondisements ficam os bairros de Paris específicos de cada lugar.

Nos sete dias que passamos por ali, praticamente em cada um deles fomos para um bairro diferente – e depois íamos para algum dos que a gente já tinha gostado, para passar a noite. Com isso, conseguimos ter uma noção bem legal de como cada lugar da cidade funciona e fazer um reconhecimento geral pra vocês aqui, já com nossas ruas favoritas dos bairros de Paris que mais gostamos. Escolha sua ~vibe~ favorita e vamos nessa!

Onde se hospedar em Paris?

Ficamos hospedados em dois hotéis diferentes, passando três noites em cada um, os dois bem pertinho do Arco do Triunfo e da Champs-Elysèes. Como era nossa primeira vez na cidade, queríamos um hotel mais perto dos pontos turísticos, até para sacar como o turismo funciona em cada canto de Paris. Conversamos com o representante de alguns hotéis da região e um deles nos ofereceu esses dois hotéis diferentes, um pra cada budget e os dois bem perto um do outro.

Hotel Royal Magda Etoile

Nosso primeiro hotel foi o Hotel Royal Magda Etoile.
Ele fica há três minutos a pé do metrô Arc de Trionf, que liga muitas das principais linhas de metrô e é super prático para ir para toda a cidade. Chegamos no hotel e ficamos em um quarto bem bonitinho, com uma pequena sacada e uma mesinha que dava para um de nós trabalharmos perfeitamente. Na mesma noite, quando voltamos para o hotel, recebemos uma garrafa de champagne com alguns petiscos e um cartão da recepção nos oferecendo um upgrade de quarto gratuito. Vitória!

Depois, conversando com o Clemont, que fica na recepção, ele nos contou que sempre que eles tem quartos melhores, oferecem para os hóspedes. Aí que fomos lembrar que isso estava descrito no site mesmo – mas só quando você reserva direto por lá. Muito legal, né?

Nesse hotel também tinha uma outra coisa que achamos muito incrível: a opção de pedir seu café da manhã direto no quarto, sem custo adicional. Fechamos o café da manhã com eles desde o início da viagem, e logo que chegamos nos quartos vimos a opção de você marcar tudo que quer comer em um papelzinho e pendurar na porta do seu quarto. Aí, no dia seguinte, no horário que você definir, eles tocam na sua porta e te dão todos os croissants do mundo junto com o que você pediu. É uma daquelas coisinhas que faz você se sentir num lugar super especial, sabe?

Nos outros dias tomamos café da manhã lá embaixo mesmo e conhecemos a Maria, uma portuguesa que mora há mais de 30 anos em Paris e trabalha com eles. Então, se você tiver com aquele receio de não falar muito bem inglês – e nem francês – ela já pode te salvar na hora do café!

 

Hotel Jardins de la Villa

Nosso segundo hotel foi o Hotel Jardins de la Villa.
Esse é um hotel-boutique, daqueles hotéis pequenos e super charmosos, sabe? Ele tem até sauna, banho turco e academia, tudo incluso no preço – eles também falam no site “pra você não ter surpresas no fim da estadia”. Chegamos lá e VITÓRIA: ganhamos outro upgrade. Obrigada, baixa temporada.

Esse hotel ficava mais perto de uma outra estação de metrô, a Porte Maillot, além de um shopping e outros hotéis mais caros, tipo o Hyatt. Para se locomover pela cidade de metrô, o primeiro hotel é um pouco mais simples, mas não passamos mais de 30 minutos no transporte público para ir a nenhum lugar saindo daqui. Acho que tá bom, né?

O quarto que ficamos nesse hotel era tão, mas tão maravilhoso, que a gente tinha vontade de passar o dia lá dentro. E o resto todo do hotel é lindo demais também. O café da manhã desse é mais completo que o anterior, com opções de omeletes, bacon, vários frios, salada de frutas e iogurte natural. O que, para nós, foi incrível, porque a gente tomava café da manhã no hotel e só ia comer alguma coisa na rua só para o meio/fim da tarde.

Os melhores bairros de Paris

1 & 8 arrondissement

Estamos chamando de Champs-Elysèes esse centrão de Paris e o paraíso dos turistas. Vai do o Louvre, ao Arco do Triunfo, passando pela Champs-Elysèes em si, o Grand e o Petit Palais, a Place de la Concorde e o Jardin des Tuileries. Foi aqui que ficamos hospedados para conhecer todos os cantos importantes da cidade!

Nesse bairro de Paris você encontra alguns dos principais pontos turísticos da cidade e uma mistura de turistas com construções do séc XIX com grandes empresas e lojas. É uma daquelas áreas que você passa e tem aquele primeiro susto de “meu deus, tô em Paris!”, sabe?

1 & 4 arrondissement

Nessa ilhazinha no meio do Rio Sena foi onde tudo começou em Paris – saindo desse pedacinho e da ilha ao lado que a cidade cresceu para se tornar o que é hoje. É legal andar por ali imaginando quando tudo ainda era uma vila, ou todos os reis que passaram por ali. É na ilha que encontramos a “nova adaptação” da Pont des Arts, com os cadeados começando a tomar as grades logo após a Pont Neuf.

Descendo as escadas e indo para o Square du Vert-Galant tivemos uma das vistas mais inacreditáveis de Paris. Sentamos ali um pouquinho, bem na ponta da ilha, observando a Pont des Arts e com a sensação de estar dentro de uma pintura.

O passeio pela Ile de la Cité é relativamente rápido, mas importante: é ali que você vai ver a Catedral de Notredame (nós fizemos um Postcard na frente dela, você viu?), a Sainte-Chapelle e provavelmente um dos cantinho mais bonitos de Paris.

 

3 & 4 arrondissement

Nós sabíamos que o Le Marais seria um bairro interessante desde antes de ir para Paris. Muita gente que conhecemos falava de lá e do quanto tudo ali era legal – mas não imaginávamos que seria tanto!

O bairro todo é uma mistura de galerias de arte com lojas diferentes. Uma coisa meio Soho encontra o West Village, em Nova York, sabe? Cheio de cafés, restaurantes lindos, hotéis, lojas de roupas legais, padarias, galerias e museus. Ali também é a região mais gay-friendly da cidade, especialmente legal para sair a noite.

Conversando com uma amiga francesa, perguntamos pra ela qual era a sua região favorita para sair em Paris e ela disse, sem nem pensar duas vezes, que era o Le Marais. Acabamos não indo pra lá de noite, mas de dia ela já conquistou nossos coraçõezinhos.

Também é por essa região que fica o Centre Pompidou, um complexo artístico enorme e muito legal que também costuma ter coisas bem interessantes acontecendo ao seu redor. Lá dentro tem teatros, biblioteca e o maior museu de arte moderna da Europa – se tiver um tempinho, vale dar uma checada na programação com antecedência.

Rue de Rivoli

Saindo da estação de metrô Hôtel de Ville você já cai direto nessa rua que é tomada por lojas bonitinhas, cafés e restaurantes, além de um tipo de shopping muito legal chamado Le BHV Marais – foi lá onde compramos alguns presentinhos. É uma rua bem cheia, mas bem legal pra você já curtir a sensação toda do bairro. Subindo essa rua você vai dar na Place Sainte-Catherine, uma região bem gostosa de lá. Durante a noite, ali tem alguns bares e restaurantes bem legais também.

Jewish Quartier

Uma das regiões mais famosas dali é a Rue des Rosiers, no Jewish Quartier da cidade. É lá que você vai comer o falafel mais famoso de Paris no L’Ás du Falavel, que provavelmente já está no seu guia da cidade, certo? Se o falafel não te interessar, vá até o La Boutique Jaune de Sacha Finkelsztajn, uma padaria polonesa com a entrada amarelinha bem famosa na região. De sobremesa, dê um pulo no L’éclair De Génie para comer um dos seus doces lindos e *maravilhosos*. Pra variar um pouquinho, nós indicamos o de limão. 😛

Essa região já hospedou a maior comunidade judaica da Europa, mas 75% de toda a população morreu nos campos de concentração durante o período nazista. Hoje ali é cheio de padarias, banhos turcos, restaurantes judaicos e vários turistas – particularmente, eu iria até lá durante a semana, porque no domingo eles costumam fechar as ruas para carros e lá no meio fica entupido de gente.

Rue des Francs Bourgeois

Marais é uma região super moderninha de Paris, e nada melhor para te mostrar isso do que essa rua. É aqui que você vai ver um monte de lojas maravilhosas de roupas e um monte de gente bonita passeando pra lá e pra cá. Nas vitrines dali você vai ver aquele estilo parisiense que dá vontade de copiar igualzinho e levar pra vida toda.

 

6 arrondissement

Um bairro cheio de galerias, livrarias e cafés, tudo maravilhoso. É uma região muito cultural. Foi das primeiras ruas que conhecemos em Paris que queríamos entrar em quase todos os lugares que passávamos! Antigamente, ali era um misto de intelectuais e artistas – mais ou menos como era Paris toda, né? – e hoje é uma das regiões mais caras da cidade.

Você pode começar seu passeio no bairro saindo da Pont des Arts e ir andando pela Rue Bonaparte até a igreja da região – e ir parando sem pressa em todos os lugares que te atraírem, nem que seja só para dar uma espiadinha. Independente do que você faça aqui, não deixe de passar na Pierre Hermé e comprar os melhores macarons que já comemos na vida – especialmente o de maracujá. É bem caro, mas vale comprar uns quatro só pra provar. ❤️

Caso você também seja apaixonado por livrarias, uma que nós gostamos bastante foi a L’Écume des Pages, na Boulevard Saint-Germain – pertinho da Igreja de Saint-Germain des Prés.

 

5 arrondissement

Essa região é bem famosa e diferente do resto dos lugares que encontramos em Paris. É lá que fica a universidade mais famosa da França, a Sorbonne. Durante a idade média, o latim era a língua comum dos estudantes daquela região, e assim surgiu o nome. O engraçado é que a região é tão característica e diferente do resto de Paris que parece uma pequena vila no meio da cidade, especialmente a Rue Mouffetard – mas não aconselhamos que você coma nada por lá, é daquele estilo gente-puxando-braço-de-turistas para comer, sabe?

É ali do lado que você pode conhecer a Shakespeare & Co, um café e livraria bem lindos que nos indicaram!

 

10 arrondissement

O Canal de Saint Martin é famoso para você comprar uma baguete, um vinho e sentar ali na beira para passar uma tarde ensolarada. Nossa experiência com a região estava só um pouquinho diferente disso: fomos para Paris no inverno e o canal estava vazio para limpeza, parecendo uma grande obra. Ahahah

Acabamos não passando de dia por ali, mas quando saímos com uma amiga francesa e com uma leitora do blog, a PK, nas duas vezes terminamos nessa região – que as duas adoram, especialmente no verão.

Na avenida que fica logo ao lado do canal nós fomos em um bar enorme, super cool, com vários ambientes e uma temática meio africana, chamado Le Comptoir Général. No final de semana, nós passamos por lá e a fila na porta tava enorme, então é legal ir beber por lá durante a semana mesmo!

 

18 arrondissement

Chegue em Montmartre pela estação de metrô Abbesses e vá subindo a pé – não me invente de subir de trenzinho ou aquele teleférico, a não ser que você tenha 95 anos, tá? – até a Sacre Coeur, passando pelo jardim que fica logo a sua frente. A Rue des Abbesses é cheia de cafés turísticos e lojas com tudo que você pode imaginar.

Depois de ver a vista maravilhosa de Paris de lá de cima e tirar suas fotos, siga para a esquerda e vá para as ruazinhas mais para trás da igreja – é ali que você vai ter a maior sensação de estar em um filme francês de *todas*. Era em Montmartre que muitos dos artistas parisienses costumavam viver, e hoje o bairro é bem característico, especialmente para turistas. O melhor a fazer lá é se perder nas ruazinhas e fazer valer a academia subindo e descendo ladeiras.

Place du Tertre

Mesmo que seja algo bem turístico, essa praça é bem legal! Cheia de artistas fazendo suas pinturas ali, ao vivo, com alguns cafés ao seu redor. Fomos andando por dentro dela e achamos alguns artistas incríveis – a gente não tinha dinheiro pra comprar nenhuma daquelas aquarelas maravilhosas de Paris, mas dava vontade só de dar um tapinha nas costas deles e falar “continue com o bom trabalho, viu? muito bom!” hahaha

Rue Lepic

Nessa rua fica o Café des Deux Moulins, o famoso café da Amélie Poulain. Fomos até lá com a esperança só de tirar algumas fotos e sair rapidinho de um lugar tão turístico, mas estranhamente tinham vários locais misturados com alguns turistas e o preço de lá é bem normal. Acabamos tomando uma sopa de cebola e comendo o crème brûlée, os dois super bons e com um preço bem justo! Deu um pouco a sensação de que, sim, é claro que ali é turístico, mas também tem várias pessoas “normais” por lá. Talvez seja porque estávamos lá em baixa temporada, mas estava bem mais vazio do que imaginamos.

Rue de Rochechouart

Cheia de bares e restaurantes bonitinhos para você passar a noite – que vai só até às duas da manhã, mas né? Pra quem é das baladas, ali também tem algumas opções que parecem bem legais.
Não se prenda apenas nessa rua: ande um pouquinho pelos seus arredores também, especialmente se você encontrar algum lugar meio fora de mão no Foursquare. Algumas sugestões dessa região, caso você queira fazer uma parada: Pizzaria Faggio para uma pizza italiana deliciosa e o bar Chez Bouboule, pra beber como um parisiense moderninho.

 

9 arrondissement

O Pigalle costumava ser um misto de bairro residencial com uma região cheia de sex shops e casas de strip. De uns anos pra cá, o sul de Pigale (ten gente que chama de SoPi) começou a tomar uma forma mais moderninha e várias coisas começaram a abrir por ali. Ainda existe a parte dos sex shop, que inclusive é na mesma região do Moulin Rouge, mas descendo um pouquinho você já se depara com um bairro totalmente diferente. É uma região ainda pequena, com um público mais artístico, cafés artesanais, padarias diferentes, restaurantes novos e algumas coisas novas rolando, tudo bem legal de conhecer – e tem perspectiva de se tornar um lugar cada vez mais legal.

Rue des Martyrs, Pigalle

Essa é a rua mais popular do Pigalle e onde você vai encontrar a maior parte das lojas, cafés e restaurantes dali. É bem gostoso passear por lá e escolher um canto para tomar um bom café ou comer alguma coisa – mas, dependendo do lado que você for, o bairro volta a se tornar residencial. Parece uma jóia encontrada no meio do nada, sabe? É uma parte bem única!

 

 

11 arrondissement

Acabamos quase não conhecendo Bastille e ficamos meio chateados, mas nosso amigo francês e também um leitor aqui do blog, o Tiago, falaram coisas tão legais que achamos que vale a pena colocar – porque certeza que teríamos gostado de passar por lá ao menos um pouquinho.

Bastille é uma das poucas partes de Paris que o graffiti é permitido, então você pode andar pelas ruas vendo várias ilustrações diferentes nas paredes. De noite, andamos pela Rue de la Roquette e pela Rue Oberkampf – as duas com um monte de bares legais numa vibe meio Rua Augusta, em São Paulo.

Se estiver lá de dia, no topo do Parc de Belleville você tem uma vista bem legal de Paris inteira, com aqueles esqueminhas explicando para onde você está olhando.

 

Essas foram algumas das regiões que mais gostamos nessa primeira viagem que fizemos para Paris – e provavelmente voltaremos outras vezes para lá, pra conhecermos cada um desses cantos melhor! Se você ainda não viu nosso post de primeiras impressões da cidade, clique aqui! Para nosso tipo de turismo, uma semana em uma cidade como essa foi muito, muito pouco, e saímos de lá só com aquele gostinho de “mas eu acabei de chegar!” que vai acabar nos puxando para lá assim que possível.

Paris é daquele tipo de cidade que absolutamente todas as vezes que você passar por lá vai ter coisas diferentes para ver, fazer e conhecer – e, é lógico, não estou falando sobre pontos turísticos aqui – e acho que é isso que mais nos encantou nela toda.

E você, já esteve em Paris? Qual foi a região que você mais gostou? <3

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