Neuschwanstein e Hohenschwangau, os castelos mais famosos da Alemanha

Fizemos check-out do nosso hotel na Áustria e os carros dos nossos vizinhos chineses já tinham saído há tempos rumo ao mesmo lugar que nós: Hohenschwangau e Neuschwanstein, os castelos alemães mais famosos de todos os tempos!

Esse post é uma continuação da série #MonstrinhosNaAutobahn, que conta sobre nossa viagem pelo Sul da Alemanha. Para ler o post anterior, clique aqui.

Logo perto da fronteira passamos por um rio muito turquesa, uma cor linda que não dá para mostrar em nenhuma foto. Descobrimos que é o Rio Lech e é justamente famoso por essa cor.

Demoramos uns 30 minutos para chegar aos castelos e algum tempo para encontrar vaga nos estacionamentos ao redor. Tudo estava cheíssimo de gente! Pessoas passando na frente dos carros, andando em grupos enormes, pegando ônibus, vans, charretes, carregando sacolas, tirando fotos loucamente… um pouco de tudo que você possa imaginar. De lá de baixo a gente teve nosso primeiro momento WOW ao ver lá de longe o Neuschwanstein grudado na costa da montanha. Coisa linda!

Se você quer conhecer o interior dos dois castelos, precisa comprar os tickets lá embaixo, antes de subir até eles. Chegamos lá querendo comprar um ingresso para entrar nos dois castelos e no Museum der Bayerischen Könige, o museu dos reis da Baviera que fica ali na vila. Só que a fila estava gigante e totalmente parada pelos 10 minutos que ficamos ali olhando inconformados e pensando no que fazer. Se ficássemos nela, acabaríamos passando o dia todo nos castelos e não conseguiríamos chegar nas próximas cidades a tempo. Em parte, foi nossa culpa, porque chegamos lá perto da hora do almoço – dica: cheguem na hora que abre, lá pelas 8h-9h, e garantam o ingresso pelo site antes –, mas não imaginamos que a fila estaria tão grande e lenta. Depois de pensar um pouco, desistimos de entrar nos castelos e só visitamos as partes gratuitas que você pode ir ao redor dos dois castelos, que já valem MUITO a pena e são super legais.

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Só contextualizando um pouco sobre os castelos, o Hohenschwangau é o castelo mais antigo, que foi construído pelo Rei Maximilian II em 1832, em cima de uma fortaleza em ruínas do século XII. Lá ele caçava e passava o verão com sua mulher e seus dois filhos. É um castelo padrão medieval, bem bonito e tradicional.

A subida para ele é bem tranquila e rápida. No caminho dá para ver o Neuschwanstein, a vila Schwangau que fica no meio dos castelos, os lindos lagos Alpsee e Schwansee e um monte de estacionamentos que te fazem sentir no Hopi Hari. Mesmo sem pagar, é possível entrar nos jardins do castelo. Era o primeiro castelo que o Fê entrava, então ele estava todo animado, se sentindo no Game of Thrones. Aqui dá pra ver um pouco do jardim no Street View pra vocês terem uma ideia de como é.

Quando o Rei Maximilian II morreu, seu filho Ludwig assumiu o cargo e resolveu construir um outro castelo em 1869, bem próximo do castelo da família, mas para si. Ele sempre foi pirado em arte extravagante e por projetos arquitetônicos super complexos, e foi daí que surgiu a inspiração do Neuschwanstein – hoje ele é um dos pontos turísticos mais famosos de toda a Europa.

Ao longo dos 17 anos de sua construção, começaram a surgir histórias de que o rei havia enlouquecido e ficado extremamente paranóico. Antes do Neuschwanstein ficar pronto, quatro psiquiatras atestaram sua loucura e ele foi levado para um dos castelos da família, no Sul de Munique, e trancado ali para não surtar ainda mais. A prisão dele não faz muito sentido nas histórias que lemos, já que parece que ele sequer foi examinado, sendo julgado só pelos relatos das pessoas que trabalhavam para ele. Mas vai saber, né?

No dia seguinte de ser preso, em 1886, o rei Ludwig convidou um dos seus psiquiatras para um passeio pelo jardim do castelo, e algumas horas depois ambos estavam mortos em um lago. Ninguém sabe direito o que aconteceu com eles – o rei não tinha nem água nos pulmões, mostrando que não havia morrido afogado, e o psiquiatra estava com sinais de estrangulamento no pescoço. No fim, a morte de Ludwig foi declarada como suicídio, mas até hoje o real motivo é mais um mistério. E ele nunca viu o castelo ficar pronto.

Para chegar no Neuschwanstein tem uma caminhada complicadinha, então resolvemos subir de ônibus. Chegando lá em cima você tem o caminho para o castelo ou para a famosa ponte de onde saem todas as fotos do castelo. Fomos para a ponte e nos deparamos com a maior concentração de turistas de toda viagem. Dá pra ter uma ideia do caos pelas fotos. Não sei como a ponte não cai! Mesmo assim, vale muito a pena enfrentar a China toda. A vista lá daquela pequena ponte, com o rio passando embaixo, o castelo lindo na sua frente e uma planície com vilas e o lago ao fundo é algo que te deixa totalmente sem ar. Você fica um tempo lá, paralisado, só olhando pra tudo aquilo. Até levar uma cotovelada de alguém.

O que poucas pessoas sabem – e nós descobrimos assim meio sem querer – é que passando a ponte dá para pegar uma trilha e conseguir a vista mais incrível do castelo, bem escondidinha no meio da mata, de onde dá para tirar fotos beem mais tranquilamente. Foi aí que tiramos essa foto aí do topo do post. De lá também dá pra ver o Hohenschwangau e os dois lagos ao lado dele. Só tem que tomar cuidado na hora de subir e descer, já que essas subidas são todas bem improvisadas.

Logo depois da morte de Ludwig, o castelo de Neuschwanstein parou de ser construído e muitas coisas ficaram da mesma forma que o rei deixou quando ~enlouqueceu~ e foi levado embora. As partes não finalizadas naquela época foram feitas as pressas e de uma forma bem mais simples do que o plano original, simplesmente para tornar o castelo um ponto turístico. Nem 6 semanas depois que Ludwig morreu, o castelo já estava aberto a turistas. No fim, ele não é um castelo completo e nunca foi habitado por ninguém, então muita gente diz que seu interior é bem artificial. Com razão.

De qualquer forma, ele recebe mais de 1 milhão de visitas por ano, já apareceu em vários filmes e seu exterior virou inspiração para o Castelo da Cinderella, da Disney. A referência é bem óbvia, né? Você quase consegue ver a princesa ali na torre quando olha pra ele! Durante as duas guerras mundiais, os dois castelos continuaram intactos por estarem bem isolado nas montanhas, mas na época do nazismo o Neuschwanstein foi usado como um depósito, guardando itens de arte roubados de outros países.

Depois de tirar várias fotos lá de cima da ponte, seguimos para o caminho do castelo. Sem comprar ingresso você só pode entrar no pátio, o que é meio sem graça, mas mesmo assim você já se sente em um filme medieval, esperando a recepção de algum príncipe acontecer a qualquer momento.

Os dois castelos são lindos e incríveis demais, cada um a seu modo. A vila super turística que o rodeia é bem bacaninha, e no fim do passeio deu pra comer um bretzel com uma cerveja do König Ludwig perto do lago, tendo como plano de fundo um castelo maravilhoso! Não somos grandes fãs de lugares super turísticos, especialmente quando eles estão super cheios em alta temporada. Não é fácil e exige bastante paciência com tudo, mas no fim não dá pra negar que eles tem um (ou vários!) motivo para serem tão famosos, né? É um passeio de um dia que vale bastante a pena. :)

Para matar um pouquinho a curiosidade do Neuschwanstein, essa webcam fica ligada nele 24 horas por dia, mas cada vez que eu entro tá mais difícil de enxergar alguma coisa com o tempo nublado! Não dá pra questionar porque todo mundo vai lá conhecer bem no meio do verão, né?

No próximo post vamos contar um pouquinho mais sobre a última parte da viagem, seguindo a Rota Romântica. Guentaí!

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