Budapeste, nossa nova casa! (e as primeiras impressões)

Quem acompanha nossas redes sociais já sabe que nos mudamos para Budapeste há pouco mais de uma semana. Fizemos uma viagem de 12 horas com os cachorros de trem entre Berlim e Budapeste e chegamos aqui já tendo ótimas surpresas! :D

Mudando de Berlim para Budapeste (de trem!)
Olá direto de Budapeste! <3
Ontem nós saímos de Berlim para passarmos dois meses aqui na capital da Hungria! Viemos de trem, em uma viagem de 13h, com a Lisa em uma mochilinha especial e o Luca na coleira. Nesse pseudo-vlog nós contamos um pouco dessa aventura. :DAlguém aí tem dicas de Budapeste pra gente?

Posted by Pequenos Monstros on Thursday, 31 March 2016

 

Desde que saímos do Brasil em 2014 eu venho pentelhando o Fê para morarmos em Budapeste. Li em algum lugar há muito tempo que Budapeste se tornaria ~a nova Berlim~ com preços ainda melhores. Demorou dois anos, mas finalmente viemos morar aqui! Só que Budapeste é a capital de um país do Leste Europeu, e com isso sempre pensei que aqui não seria muito limpo, seguro e até que pouquíssimas pessoas falariam inglês – e a gente acabaria sofrendo bastante com o húngaro.

Assim que chegamos aqui já percebemos que – opa! – não é bem assim não. 😃

Um pouco de história

Para quem não sabe, Budapeste vivia sobre o regime soviético até 1989. A democracia aqui tem quase a minha idade e dizem que Budapeste foi uma das cidades que mais soube aproveitar a entrada do capitalismo para fazer a economia rodar.

Hoje, no entanto, toda a Hungria tem um governo de direita bem rígido e fechado, o que acaba causando vários atritos entre o país com todo o resto da União Européia – e até com a ONU. Foi a Hungria, por exemplo, que fechou sua fronteira com a Sérvia, com a Croácia e com a Eslovênia no ano passado, mesmo todos fazendo parte do acordo de Schengen que dá direito a livre circulação, só para que os refugiados não pudessem chegar até aqui – mesmo que só de passagem.

Detalhe: os refugiados não querem ficar na Hungria porque o país não dá nenhuma assistência a eles. Eles só precisavam entrar no país para se deslocar para outras partes da Europa, como a Alemanha ou a França, que criaram um plano de auxílio. Ainda assim, sem acordos e indo completamente contra o movimento do resto da União Européia, eles fecharam suas fronteiras e lavaram as mãos para uma das maiores crises humanitárias dos últimos tempos. Mas isso é um assunto bem complexo e para outro momento.

A Hungria também é um dos países da União Européia que ainda não migrou para a zona do euro, e isso é meio confuso quando você acaba de chegar aqui – um real sai mais ou menos 75 florins húngaros; um euro sai mais ou menos 310 florins. Quando fomos comprar nossos chips de celular e a conta saiu 9300 HUF, deu até uma palpitação no coração antes de fazer a conta e descobrir que era 30 euros, um valor normal. O fato da moeda ser diferente do euro também é uma coisa boa porque acabamos economizando em algumas coisas, como o aluguel e a cerveja (prioridades, né?).

Nossas surpresas com Budapeste

Nesse pouco tempo que estamos aqui já sabemos que Budapeste tem uma cultura bem forte de internet e que praticamente todos os lugares tem wi-fi gratuito para você acessar sem problemas – vindos de Berlim, onde quase não tem redes públicas disponíveis, isso é um alívio enorme. Também já encontramos dezenas de pessoas com seus notebooks trabalhando em cafés e restaurantes sem o menor problema, uma surpresa muito positiva para quem trabalha enquanto viaja.

Mas uma das coisas que mais nos surpreendeu aqui desde o primeiro dia foi como eles são legais com cachorros! Chegamos jurando que só conseguiríamos soltar os cachorros em parques dedicados a cães – uma coisa bacana que eles tem, mas é bem limitado, né? Aí fomos conhecer os vários parques e praças da cidade com a Lisa e o Luca (na coleira!) e em todos encontramos cachorros soltos e brincando juntos – mesmo naqueles que tem placas dizendo que cães são proibidos, com policiais logo na frente. Até a polícia faz carinho nos cães! Parece uma fase meio transitória que os donos dos cães estão pedindo mais espaço e eles estão analisando até onde isso pode ir, sabe?

As pessoas também são bem simpáticas e abrem aquele sorrisão quando vêem a Lisa e o Luca na rua. Muita gente para pra fazer carinho e você já pode entrar em vários lugares com cães, inclusive cafés e restaurantes – mas isso ainda tá engatinhando. Até agora não vimos ninguém virando a cara para os cachorros (coisa que, infelizmente, ainda acontecia bastante em alguns países da Europa) e as pessoas são bem legais com eles. Não preciso nem dizer que amamos e a experiência daqui está sendo ainda melhor por isso, né?

Além de tudo, a cidade é mil vezes mais limpa, arrumadinha e bem organizada do que estávamos esperando. Quando ouvimos falar em “leste europeu” já criamos aquela imagem de tudo meio detonado, meio aquela ideia da Bratislava, na Eslováquia (tem post clicando aqui!), que não chega a ser um Eurotrip da vida, mas não é assim linda. Aqui não tem nada a ver com isso, com o bônus de ser bem mais barata que a maioria das capitais européias. É claro que a cidade não é impecável igual Vienna, na Áustria (tem post aqui!), mas ela tem essa cara meio de vida real, uma cidade possível de existir mesmo, sabe? Isso é uma coisa bem legal que nos deixou bem felizes com essa escolha.

A última surpresa que quero contar pra vocês, e também uma das mais importantes, é que aqui muita gente fala inglês. Ainda bem, porque húngaro só pode ser a língua do diabo. Fomos em um mercado super local e até lá, onde não esperávamos que ninguém falasse nada em inglês, as pessoas faziam bastante esforço, sendo bem simpáticos e falando números e essas coisinhas básicas. De pessoas mais jovens, praticamente todo mundo fala ao menos um pouco de inglês e muita gente puxa assunto com você na rua já direto em inglês. Mais um ponto para essa linda Budapeste!

Não sei se vocês conseguiram perceber nesse post, mas eu estou bem empolgada de estar nessa cidade e ainda não cansei de todas as surpresas que ela vem me mostrando desde que chegamos.

Esperem muitos posts sobre Budapeste – especialmente porque sim, eu quero muito que todo mundo que venha para a Europa inclua Budapeste no seu roteiro turístico! ❤️ É barata, é linda, é diferente de tudo que já conhecemos na Europa, tem uma porção de história em cada esquina e ainda é um lugar relativamente pouco explorado – especialmente por brasileiros. Vou convencer vocês em posts futuros! :P

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