Existe cidade mais linda que Viena?

Depois da nossa semana nos Alpes Alemães, pegamos o carro e fomos a caminho da Áustria, dessa vez para a capital que ouvimos falar tão bem: Viena!

O caminho entre Schliersee até o nosso hostel na cidade foi de 4 horas, que fizemos de uma só vez para chegar lá o mais cedo possível. No meio da estrada, paramos para comer e assistimos uma cena…peculiar. No posto de gasolina tava rolando uma “disputa” de vários caras com chicotes. CHICOTES! Sem dúvida, uma das coisas mais aleatórias que já vimos nessas viagens de carro. Hahhaha

Chegamos em Viena lá pelas 2 da tarde. Deixamos as malas no hostel, pegamos um mapa e fomos aproveitar o resto do dia.

Quando as pessoas falavam de Viena, sempre achei que fosse um pouco exagerado. Uma cidade bonita demais, limpa demais, educada, cheia de coisas para fazer e ver. Mas depois desses quase três dias, só conseguíamos pensar em motivos para querer morar na capital da Áustria. Que cidade linda! Ela parece um grande museu, com prédios e construções antigas super trabalhadas, bem cuidadas e surpreendentes. Você anda pelas ruas e, em praticamente todas as esquinas, tem alguma coisa maravilhosa te esperando. É tão linda que parece de mentira.

Hospedagem

Nos hospedamos no Vienna Hostel Ruthensteiner, que tinha um preço ótimo e transporte público logo ao lado. As camas e banheiros são bem simples e pequenos, mas ele é bem localizado, limpo, tem wi-fi de graça, uma área bacana de socialização com bar, várias sugestões para você aproveitar a cidade, uma cozinha ok e até um jardim interno, bom para aproveitar se chegar lá no verão.

Saímos do hostel meio aleatoriamente seguindo a Mariahilfer Strasse, uma rua de pedestres enorme cheia de lojas, que estavam fechadas no domingo. Depois de andar bastante acabamos atraídos pelo Museumquartier, um complexo de arte cheio de museus e exposições. Entramos ali só para ver o espaço e continuar caminhando, mas chegamos em um mini festival de inverno, com barraquinhas de comidas e bebidas, brinquedos para crianças, videomapping nas paredes dos museus e muita gente. Como amamos essas feirinhas abertas, ficamos por lá tomamos punsch (um tipo de vinho quente) para esquentar e tirando fotos. Pelo que vimos nas placas, o “Winter im MQ” acontece até o fim de Dezembro, tem vários shows e eventos programados para quase todos os dias da semana e deixa aquele espaço super gostoso de passar as noites de frio.

Nesse dia a Debbie estava muito, muito doente, então escolhemos um restaurante vietnamita – que costuma ter pratos mais saudáveis – para jantar e fomos para o hostel.

Acordamos cedo no dia seguinte, compramos o passe de metrô para o dia todo e fomos até a Stephansdom, uma das catedrais mais incríveis que já vimos na vida. Construída em 1147, ela já passou por várias reformas, mas continua com seu exterior gótico fantástico, extremamente detalhado e de deixar você parado com cara de idiota por um tempão, observando cada pedacinho, até algum chinês trombar em você enquanto tira fotos.

Nada se compara ao exterior, mas dentro dela também é bem bonito e com um altar barroco enorme, mas você precisa pagar para circular em um modelo meio freemium. Quer entrar na cripta? 5 euros. Quer subir na torre? Mais 3. Quer ver mais de perto? Paga mais, então. Como é um lugar muito turístico, dizem que acontecem vários furtos ali, então é bom ficar de olho.

Fomos andando pela Grabenstrasse, uma das ruas mais famosas da cidade. Ela também é fechada para pedestres e tem milhares de lojas famosas, com vitrines incríveis e caríssimas. Ali é uma delícia de ir explorando as ruas pequenas que saem da principal, aproveitando para conhecer boa parte turística de Viena e ver alguns prédios bem antigos e lindos.

Andando por lá encontramos a Peterskirche, com exterior bem mais simples comparada a igreja anterior, mas parte interna maravilhosa, cheia de detalhes em ouro que fazem você ficar besta lá dentro. Essa igreja também é turística, mas como ali ainda funciona como uma igreja em si ela não é muito amigável com grandes grupos e câmeras, deixando tudo bem mais tranquilo para você ver os detalhes melhor.

Sendo honesta aqui, nós não somos lá muito chegados em entrar em igrejas pelas cidades que visitamos, mas depois da Stephansdom e da Peterskirche quase uma em seguida da outra nós começamos a entrar freneticamente em qualquer igreja que víamos por Viena! Praticamente todas eram impressionantes, surreais, incríveis. Acabamos tentando fazer isso em outras cidades depois de lá, mas acabamos desistindo depois de sairmos pela terceira vez falando “Nada se compara as igrejas de Viena”. E acho que é um posto difícil de ser roubado. Na Itália, talvez?

Andando mais um pouco, fomos parar no Palácio de Hofburg, que surgiu como um Castelo-Fortaleza Medieval no século XIII – e foi onde Maria Antonieta nasceu –, mas hoje é dividido entre a Biblioteca Nacional, a Escola Espanhola de Equitação (que funciona tipo desde sempre), os gabinetes do presidente e alguns museus. Ah! No meio do Palácio tem um café que vende um apfelstrudel maravilhoso. Sdds.

Ali no palácio você consegue enxergar muito bem um detalhe que faz toda a diferença nos monumentos da cidade: o verde água que fica no topo de vários prédios quebrando o branco, combinando com o céu azul e deixando a cidade com essa carinha tão característica. Só lindezas.

Essa parte específica de Viena é muito, muito linda. Todos os prédios são incríveis – a prefeitura gótica é maravilhosa! e tem o teatro! e tem a Votivkirche com suas duas torres! ah Viena, ah o outono <3 – , com praças bem grandes e as ruas ao redor sempre trazem algumas surpresas. Inclusive, essa é a maior sensação que tivemos andando pela cidade toda: a qualquer momento vamos encontrar algo incrível. E acontecia mesmo.

Saindo de lá, pegamos o metrô de novo para o Naschmarkt, um mercado de rua fixo que vende todo tipo de comidas, temperos, queijos, peixes e flores, além de vários restaurantes e bares. Passeando por lá, resolvemos jantar e ir andando até o Palácio Belvedere, um palácio barroco que começou a ser construído em 1712. Só que ele era muito, muito mais longe do que tinhamos imaginado, e só chegamos lá no começo da noite com ele obviamente fechado.

Como era nossa última noite em Viena, fomos procurar algum lugar diferente para beber alguma coisa. Arriscamos pegar um tram (aquela espécie de bonde que anda pela rua) meio sem saber para onde ir, vendo a cidade durante a noite com todas as luzes acesas, pessoas para lá e para cá e um monte de decorações de natal sendo colocadas. No fim, o tram é um dos melhores meios de transporte para você andar pela cidade porque ele te deixa ver vários lugares que você provavelmente não passaria a pé, dando uma noção de como tudo funciona ali. Paramos no centro, encontramos a Esterhazykeller, uma taverna de vinhos super antiga pelo Foursquare e fomos até lá beber algumas taças antes de voltar para o hostel. Esse lugar é um charme à parte: uma taverna enorme que você encontra depois de descer uma escadaria que fica super escondida em uma ruazinha minúscula. Lá dentro, você pode beber alguns tipos de vinhos, e se quiser comer é só ir até uma “lojinha” dentro desse espaço que vende desde pratões completos, com carne de porco e batatas, até petisquinhos.

Uma coisa interessante sobre a Áutria é que uma vez nós vimos esse Alcohol Map e notamos que o país era quase dividido entre vinho e cerveja. Achamos engraçado, porque ao redor de lá você compra as melhores cervejas do mundo, mas nem paramos para pensar muito sobre o assunto. Quando chegamos em Viena, nós descobrimos que eles são grandes produtores da bebida e que é muito, muito barato beber vinho em qualquer lugar. Uma taça de 200ml saia 2 euros no bar do hostel! Nessa época você vê as pessoas na rua bebendo vinho o tempo todo, e não cerveja, especialmente por causa do frio – e também muito provavelmente porque o vinho de lá é bom e barato! :)

Na nossa manhã em Viena, antes de ir para a Eslováquia, fomos no Palácio de Schönbrunn, mas ele é tão lindo e temos tantas fotos que virou assunto para o próximo post :)

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